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domingo, 23 de agosto de 2015

Deu positivo e então acabou: Relato do meu segundo aborto espontâneo.

Eu descobri a gravidez com três dias de atraso.

Foi no dia 8 de agosto, uma linha bem fraquinha, mas estava lá.
Eu fiquei super feliz! planejei uma surpresa para o marido, comprei uma meinha linda para contar pra ele que tinha um bebê em meu ventre, mas não me aguentei e acabei entregando o jogo antes do presente rsrs. Comprei Utrogestan, sob recomendação médica, pois meu médico havia falado que assim que descobrisse uma gestação eu deveria usar o Utrogestan como forma de prevenção de aborto e já comecei a tomar. Estava nas nuvens!
Mesmo assim fiquei cautelosa, não contei para ninguém além do marido e das amigas dos grupos de tentantes, pensava em contar só depois dos três meses. Passei o fim de semana com os seios super doloridos e muito enjoada, mas rindo à toa.
Fiz o beta no dia 10/08 e deu positivo (150,5 MUi). Refiz o de farmácia na sexta-feira dia 14/08 e deu as duas linhas bem fortes! Para mim estava tudo ótimo: vários sintomas, beta dobrando, cuidados sendo tomados, enfim, fiz tudo o que estava ao meu alcance.
Passei no meu primeiro pré-natal no dia 17/08 e foi uma consulta rápida, pois estava apenas de 5 semanas e 5 dias, não havia muito o que conversar, então foi só o de praxe: solicitou exames, passou a lista de remédios que eu poderia tomar e solicitou uma ultrassom, mas como eu já tinha uma guia liberada devido aos exames que o médico tinha solicitado na consulta anterior quando estávamos investigando a dificuldade para engravidar, marquei essa ultra para 20/08, quando estaria de 6 semanas e 1 dia.
Nesta data fiquei super ansiosa! Me arrumei e fui para a ultrassom. Estava crente de que veria meu bebê na tela, mesmo que não desse para ver os batimentos, mas pelo menos um embriãozinho eu veria. Mas não. Não havia nada lá. O médico mandou refazer o beta, pois poderia se tratar de uma gravidez ectópica, saí de lá arrasada e antes de fazer o beta eu conversei com Deus, pedindo a Ele que se não houvesse mais gravidez mesmo ele me mostrasse. Comprei outro teste de farmácia e no banheiro da estação de trem eu o fiz. A resposta de Deus estava ali. A segunda linha quase não apareceu, meu beta havia caído.
Naquela mesma tarde eu comecei a sangrar e o sangramento aumentou muito no dia seguinte me fazendo correr ao hospital. Fiquei internada e morrendo de medo de ter de fazer outra curetagem, mas Deus teve misericórdia de mim e após os exames foi constatado que meu útero estava limpo e a curetagem não foi necessária.
A dor física dessa vez não foi tão forte, apenas cólicas. Mas a dor na alma está imensa. Cheguei a pensar estar entrando em depressão, não tenho vontade nenhuma de ir trabalhar, tenho vontade de chorar o dia todo e não quero nem pensar em ver gestantes. Sinceramente estou com raiva. Estou tentando controlar esse sentimento para não me fazer mal e nem desejar o mal para ninguém, mas parece que algo em mim se destruiu. Parece que a cada dia eu morro um pouquinho, mudo, fico mais seca.
Espero que Deus me livre desse sentimento horrível.
Quanto à gravidez, eu desisti por hora. Vou à consulta semana que vem e pretendo usar algum método contraceptivo, pelo menos até janeiro de 2016. Não estou mentalmente preparada para engravidar, sei que não aguentaria a ansiedade de outra gestação. Só de pensar nisso o medo me domina. Preciso saber o que está havendo comigo, para depois pensar em gravidez.
Enquanto isso desconto minha energia nas aulas de direção que estão quase acabando e peço a Deus que me dê forças para vencer essa tristeza e cuidar do filho que já tenho e que o Senhor me perdoe por todas as reclamações e blasfêmias.




Desculpem o desabafo.

Obrigada por lerem, torçam por mim que eu torço por vocês.

domingo, 2 de agosto de 2015

Fazendo a minha parte - Etapa 4/4: Truque do abacaxi para ajudar na implantação.

Olá!! Tudo bem?

Estamos aqui para a etapa "final" desse projeto. Digo "final" assim, entre aspas, pois se tudo der certo será apenas o começo de uma longa jornada, a tão sonhada gravidez. Mas vamos lá, contar o que fiz nessa etapa 4/4 do projeto! 
O truque do abacaxi para ajudar na fixação do embrião!



Bem, muitas pessoas já conhecem o truque do abacaxi, mas para aquelas que não sabem, vamos para uma breve explicação:

O truque do abacaxi ajuda a engrossar o endométrio e por consequência ajuda também na fixação do embrião, evitando assim gravidezes químicas (quando há fecundação, mas a implantação é incompleta. Esse tipo de gravidez gera HCG e pode positivar testes de gravidez, mas a menstruação vem logo em seguida) ou "abortos ocultos" (quando o óvulo é fecundado, mas não chega a se implantar no útero).
Ele consiste em comer pelo menos uma fatia generosa de abacaxi, principalmente o talo, em jejum durante cinco dias após a ovulação, também pode incluí-lo em sucos durante o dia, o importante é comer bastante abacaxi natural, não pode ser enlatado! Isso porque o abacaxi contém uma substância chamada Bromelina e também vitamina C, que são anticoagulantes naturais, e melhoram a qualidade do endométrio, facilitando a implantação do embrião. Então, quem sabe que está ovulando direitinho e que os "peixinhos" do marido estão nadando bem, mas mesmo assim não conseguiu o positivo ainda, vale a tentativa, pois o abacaxi é super acessível e ainda é gostoso, né? Para mais informações, clique aqui.

Eu comecei a comer o abacaxi um dia após a minha ovulação, mas o abacaxi me dá uma coceira na boca e na língua extremamente desagradável e eu não consegui cumprir os cinco dias, pois minha boca enche de afta, apesar de eu amar abacaxi. O jeito foi inclui-lo em forma de suco nas refeições e comê-lo em salada de frutas. Apesar disso eu comi dois abacaxis inteiros, não totalmente em jejum, devido a essa reação, mas durante o dia.
Durante esse período os meus sintomas foram bem interessantes e começaram logo após a ovulação. Eu senti: dor nos dois ovários por dois dias. Fisgadas nos dois ovários no 4º e 5º DPO e uma fisgada super forte no fundo do útero no 6ºDPO. Após essa fisgada as dores no útero pararam e eu passei a sentir uma náusea fraquinha, tipo um nojo das coisas sabe? E a ter bastante muco de progesterona (muco hidratante). 
A minha menstruação pode descer mas não vai ainda até o dia 7/08/15, que será meu 31º dia do ciclo. Espero que não venha!!!! Hoje estou no 26º DC e muito ansiosa, muito mesmo, mas nessa fase só resta esperar né?

Conto com a torcida de vocês!!!!!

Espero que tenham entendido e gostado! Qualquer dúvida pode deixar nos comentários ou mandar no e-mail!

Beijos férteis!!

PS: Já saiu o segundo vídeo do canal. Quem ainda não viu, não perca tempo!!



quarta-feira, 22 de abril de 2015

Gravidez anembrionada, aborto espontâneo(?), curetagem e muita tristeza.






Essa é uma parte muito difícil da minha história de tentante. Cada vez que lembro de tudo aquilo que houve meu coração quebra mais um pouquinho.

Eu estava muito bem, tinha uma gestação saudável apesar de ainda não ter visto meu bebê, já que na ultrassom de 6 semanas só havia visto o saco gestacional, mas estava bem, nada de enjoos fortes nem sintomas agudos, apenas fome e umas dores na lombar, nada demais. Apesar disso não me tranquilizava, era como se eu esperasse que algo ruim fosse acontecer, não conseguia me imaginar com o meu tão sonhado bebê nos braços, era estranho. Em partes, acho que o fato de não ter visto o bebê na ultrassom contribuía pra esses receios, mas em partes acho que era o sexto sentido me mostrando o que viria.
No dia 9/12/14, uma terça-feira, fui a um parque aquático com meu filho e meu marido, era um passeio da escola de meu filho e estávamos empolgados, mas meu médico me recomendou que não entrasse muito na água e tomasse cuidado e assim o fiz. Passei o dia com um certo receio de fazer algo errado e uma dor muito estranha na lombar, algo diferente do que eu vinha sentindo. Na hora de ir embora eu me sentia cansada e triste e sabia que tinha algo acontecendo. Mesmo tendo tomado muito cuidado o dia todo eu me sentia culpada, como se tivesse prejudicado meu bebê de algum jeito. Chegando em casa eu estava tão triste que chorei no banho pedindo a Deus que não permitisse que nada de ruim acontecesse, mas parecia que eu já sabia o que viria pela frente.
No dia seguinte, 10/12, o dia e que eu completava 9 semanas eu amanheci sem meu sintoma mais gritante: a dor nos seios sumira. Eu havia lido sobre isso em fóruns de tentantes, que sumiço repentino de sintomas podiam indicar problemas e me preocupei, mas também poderia não ser nada, então fui trabalhar normalmente. Trabalhei até as 12 h, quando iria almoçar, mas antes dei uma passada no banheiro e ao me limpar me deparei com uma borra marrom. Imediatamente eu soube que havia algo errado, mas tinha esperanças que fosse no máximo um descolamento de placenta, eu juro que ficaria de cama por 9 meses se fosse necessário pra evitar isso, mas não foi o caso.
Minha sogra foi me buscar no trabalho pra levar ao médico e eu queria chorar, só chorar. Fui ao hospital e fui atendida por um médico grosseiro que nem me examinou e mandou fazer a ultrassom. Na espera da ultra também fui maltratada pela atendente que foi extremamente ignorante e arrogante no pior momento da minha vida. Eu chorei, dessa vez até engasgava, era um misto de raiva daquele tratamento com a tristeza de saber que em breve sairia o meu pior veredicto. Na espera, algumas pessoas tentaram me consolar, mas nada melhorava. Entrei na sala de ultrassom e a primeira imagem já mostrou o que eu temia: o saco gestacional vazio às 9 semanas.
Voltei à sala do médico sabendo que não estava mais grávida. Eu só queria resolver tudo logo, mas o médico me tratou com descaso apenas me receitando Buscopan e me dispensando, dizendo que minha gravidez não iria pra frente, mas também sem fazer nada pra me ajudar ou explicar.
Não aceitei, fui correndo ao meu ginecologista que estava atendendo em outra clínica. Ele também foi frio e me mandou tomar Utrogestan, mesmo sabendo que eu estava passando por uma gravidez anembrionada (ovo cego) e em processo de abortamento.
Fui embora arrasada. Ao chegar em casa eu chorei sem parar, parecia que ia morrer, eu ainda estava grávida, mas do meu ventre não sairia um bebê, eu sentia meu corpo reagir ao HCG, mas não estava realmente grávida. Era horrível. O aborto poderia começar a qualquer hora, ou dia, ou semana. Pior ainda foi olhar para o meu marido e filho e contar a eles que ali não havia um bebê, que o irmãozinho e filho tão sonhado não viria.
No outro dia eu tinha consulta agendada com o médico que iniciou meu pré-natal, mas do qual eu não tinha gostado muito por ser frio. Mas ele se mostrou muito mais humano que os outros, quase chorou comigo e me tratou muito bem. Ele me explicou o que estava acontecendo, que minha gestação era inviável, pois a parte que deveria formar o embrião não estava presente devido a um erro cromossômico que não era culpa de ninguém, inclusive eu estava muito saudável e não tinha nenhum problema, era uma fatalidade. Ele me receitou um medicamento pra limpar o útero chamado Ergotrate. Disse que causaria cólicas e sangramento, mas que se esse se tornasse muito forte eu deveria ir ao hospital.
Passaram-se vários dias e o remédio não fazia efeito. Só fui sangrar bastante quatro dias depois e pensei que já havia limpado o útero, mas ao fazer uma ultrassom descobri o saco gestacional ainda lá, vazio. Foi pior ainda. Naquele dia decidi tomar água inglesa pra ver se acabava de limpar,eu estava sofrendo muito e queria muito recomeçar. Tomei a água inglesa e cerca de uma hora após eu entrei em trabalho de parto. Foram 12 h de contrações e sangramento até que à meia-noite as dores passaram. Dormi e acordei com o pior sangramento que já tive, mas todos falavam que era normal, mas não, um dia depois, no dia 18/12 fui ao hospital com muita fraqueza e sangramento e descobriram a hemorragia devido ao aborto incompleto e fui internada pra curetagem.
Senti muito medo, não queria passar pelo procedimento, mas àquela altura eu nem questionei mais. Fiz, me senti muito triste depois, vendo aquelas mães dando à luz e depois com seus bebês nos braços e eu saindo da maternidade de braços vazios.Graças a Deus e a muita insistência e choro meu, a enfermeira colocou no meu quarto outras duas moças que haviam perdido os seus bebês e não mulheres que haviam acabado de dar à luz, seria mais sofrimento ainda.
Ao ir embora soube que nada seria igual. Uma parte de mim queria dormir e só acordar quando estivesse grávida de novo, mas outra parte tinha que levantar e enfrentar as inconveniências e comentários alheios sobre mim e minha ausência de gravidez.
Mas eu estou aqui e não há um só dia em que eu não me lembre, e sofra e não pense se um dia eu engravidarei de novo.
No mais eu fiz toneladas de exames que estão ótimos. Nenhum problema. Minha menstruação veio com 31 dias e eu voltei a tentar, até agora sem sucesso. Já se passaram quatro meses. Nesse último ciclo a monstra adiantou e o ciclo foi de 26 dias, o que me deixou mais esperançosa, pois senti a ovulação antecipada e foi isso mesmo que aconteceu.
Sei que na hora certa Deus me dará meu bebezinho. Preciso acreditar nisso. Eu acredito.
Estou fazendo a minha parte, esse mês até comprei testes de ovulação, mas isso é assunto pra outro post.

Obrigada por ler e se você também passou por isso, sinta -se abraçada. Conte sua história nos comentários!